A&L | Negócios Imobiliários

Selic em queda, confiança em reconstrução — e o aluguel comercial mandando um recado.

05 de julho de 2026 - por Ian Linhares


A Selic voltou a cair.


O corte foi pequeno, de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25% ao ano, mas o sinal é relevante: o mercado começa a enxergar um ambiente de crédito menos travado, ainda que longe de barato.


No financiamento imobiliário, o efeito não aparece da noite para o dia.

Parcela não desaba por decreto. Banco não muda apetite só porque o Copom mexeu um quarto de ponto.

Mas confiança é feita de sinais — e esse foi um deles.


Para quem já vinha avaliando compra, o momento pede simulação, comparação e leitura fria das condições. Não é hora de euforia. É hora de preparação.


No comercial, o recado é ainda mais direto: a locação está mais quente que a venda.


Segundo o Índice FipeZAP Comercial, o aluguel de salas e conjuntos comerciais subiu 1,48% em maio de 2026, a maior alta mensal desde abril de 2012. Em 12 meses, a locação acumulou avanço de 10,60%, enquanto os preços de venda subiram apenas 2,26%.


Essa diferença mostra um mercado de ocupação mais pressionado. Bons pontos, imóveis funcionais e endereços bem posicionados continuam sendo disputados — especialmente por negócios que precisam estar onde o cliente circula.


A leitura é simples: juros em queda ajudam a reconstruir confiança; aluguel comercial em alta mostra demanda real por localização.


No fim, imóvel bom continua obedecendo à regra antiga: preço importa, mas posição, liquidez e timing seguem mandando no jogo.


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por Ian Linhares, A&L | Negócios Imobiliários

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